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Prevenção

Efeitos do Álcool Sobre os Batimentos Cardíacos

Bradicardia significa um batimento cardíaco lento, porém regular, em estado de repouso, isto é, menos de 60 batimentos por minuto (todavia atletas treinados podem ter batimentos cardíacos em repouso bem menores). Uma frequência cardíaca lenta pode causar sintomas como tontura, falta de fôlego, dor no peito ou desmaio, embora a maioria das pessoas só apresente algum sintoma quando a frequência cardíaca cai para menos de 50 batimentos por minuto.

vinho

Em pequenas quantidades, o álcool pode aumentar a frequência cardíaca e, em grandes quantidades, pode causar arritmia cardíaca. Foto: Hans Thoursie / Free Images


O Dr. Peter Zimetbaum, integrante da equipe de publicações sobre saúde cardíaca da Universidade de Harvard, afirma que pequenas quantidades de álcool podem aumentar a frequência cardíaca. Embora isso não seja considerado um remédio para quem tem bradicardia, o consumo moderado de álcool é seguro para a maioria das pessoas com bradicardia. “Consumo moderado significa uma ou duas doses por dia para homens, e não mais que uma dose por dia para mulheres”, complementa Peter.

Grandes quantidades de álcool de uma só vez (bebedeiras) ou frequentes podem ser nocivas ao músculo cardíaco, causando uma arritmia cardíaca chamada de fibrilação atrial.

Nos finais de semana e feriados, aumenta o número de pessoas nos pronto-socorros por causa do excesso no consumo de álcool. Apelidada de “síndrome cardíaca de feriado“, seu principal sintoma são as palpitações no coração que, às vezes, podem ser acompanhadas de dor, aperto no peito ou falta de fôlego. Embora o ritmo normal do coração se normalize geralmente em 24 horas, algumas pessoas precisam tomar remédios para diminuir a frequência cardíaca.

A síndrome cardíaca de feriado pode acontecer com apenas uma ou duas doses de bebidas alcoólicas, mas o normal é que cinco, seis ou mais doses sejam necessárias para desencadeá-la. Muita cafeína ou exagero no uso de descongestionantes nasais também podem causar problemas semelhantes na frequência cardíaca.

Fonte: HEALTHbeat

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