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Doenças

Pneumonia

A pneumonia é uma doença que afeta os pulmões. Pequenas estruturas chamadas alvéolos pulmonares se enchem de ar toda vez que uma pessoa saudável respira. Quando uma pessoa tem pneumonia, os alvéolos ficam cheios de pus e muco, o que torna a respiração dolorosa e diminui o influxo de oxigênio.

A pneumonia pode ser causada por bactérias, fungos ou vírus e a causa mais comum é uma bactéria conhecida como Pneumococo (nome científico: Streptococcus pneumoniae). Outras causas menos comuns, como as bactérias Mycoplasma e Legionella, nem sempre apresentam os sintomas clássicos da pneumonia e recebem o nome de pneumonia atípica. A pneumonia atípica ocorre com mais frequência em pessoas de até 40 anos de idade.

Existe um tipo de pneumonia chamada pneumonia por aspiração que se desenvolve quando substâncias químicas ou bactérias da boca são inaladas para dentro dos pulmões. Ela é mais comum em pessoas que tiveram derrame cerebral e têm dificuldades para controlar os reflexos da deglutição ou em pessoas que ficam inconscientes por causa do abuso de drogas ou álcool.

streptococcus pneumoniae

Fotomicrografia eletrônica de varredura da bactéria Streptococcus pneumoniae. Foto: Dr. Richard Facklam / CDC.


Quando a pneumonia é contraída por pessoas hospitalizadas, o quadro clínico tende a ser mais grave porque as bactérias encontradas em hospitais geralmente são resistentes a muitos antibióticos e o próprio paciente já está com o sistema imunológico debilitado em razão de outra doença.

A pneumonia é a principal causa de morte em crianças em todo o mundo. Estima-se que, a cada ano, 1,4 milhão de crianças com até 5 anos de idade morrem por causa da pneumonia – mais do que a Aids, malária e tuberculose juntas.

Sintomas da Pneumonia

A maioria dos tipos de pneumonia causa febre, tosse com expectoração (catarro), respiração curta e fadiga. Em pacientes idosos, os únicos (e mais perceptíveis) sintomas podem ser a fadiga e a confusão mental. Nas pneumonias atípicas e virais é comum uma tosse seca, sem expectoração.

Diagnóstico & Exames

Primeiramente, o médico pergunta sobre os sintomas que você tem. Durante o exame físico, o médico vai conferir se você está respirando rapidamente. Ele também vai verificar se você está confuso e se os seus lábios, dedos ou mãos estão com uma coloração roxa, pois esses sinais indicam baixos níveis de oxigênio no sangue. Com o auxílio de um estetoscópio, o médico poderá escutar pelas suas costas o som que vem do seus pulmões. Geralmente, o diagnóstico de pneumonia é confirmado por uma radiografia de tórax.

Caso a radiografia não evidencie a pneumonia, mas os seus sintomas e exame físico sugerem o quadro clínico de pneumonia, o médico terá duas alternativas: fazer uma coleta da sua expectoração para analisar em um microscópio ou coletar uma amostra do seu sangue para verificar se os níveis de leucócitos estão elevados. Ambas as coletas, de expectoração e sangue, podem ser enviadas para um laboratório que vai identificar a causa específica da sua pneumonia.

A identificação do agente causador da pneumonia pode ajudar seu médico a receitar o antibiótico ideal para o tratamento da infecção. No entanto, mesmo que o agente causador não possa ser identificado, ainda assim o tratamento com antibióticos da pneumonia poderá ser bem sucedido.

Duração da Pneumonia

A duração da pneumonia varia de alguns dias a várias semanas ou mais; depende do início precoce do tratamento e de outros problemas de saúde que você tenha. Geralmente, o tratamento da pneumonia dura de 10 a 14 dias. Muitas pessoas sentem que demora semanas para recuperarem a disposição física que tinham antes da pneumonia.

Como Evitar a Pneumonia

Existem duas vacinas que podem evitar o desenvolvimento da pneumonia. A pneumocócica 23-valente oferece proteção contra os principais tipos da bactéria Pneumococo e é recomendada para pessoas com mais de 65 anos e para pessoas com elevado risco de desenvolver pneumonia grave. São elas, pessoas com:

  • Doença pulmonar
  • Doença cardíaca
  • Doença hepática
  • Doença renal
  • Baço lesionado ou ausente
  • Certos tipos de câncer ou em tratamento contra o câncer
  • Sistema imunológico debilitado

A outra vacina (pneumocócica conjugada) é administrada em crianças de até 2 anos de idade. Embora ela seja mais usada para diminuir o risco de meningite e infecções no ouvido, ela também diminui o risco de pneumonia.

A vacina contra gripe, ou influenza, que é administrada anualmente, pode evitar tanto as infecções bacterianas e virais quanto a pneumonia que pode aparecer em seguida à gripe. Qualquer pessoa com mais de 6 meses de idade pode receber a vacina. Ela é especialmente recomendada para pessoas com mais de 65 anos e para as seguintes pessoas com maiores riscos de desenvolver influenza grave:

  • Residentes de casas geriátricas e outros estabelecimentos de saúde
  • Pessoas com doença crônica pulmonar ou cardíaca
  • Pessoas que ficaram hospitalizadas no ano anterior para tratar problemas crônicos
  • Pessoas com o sistema imunológico debilitado em função de HIV/Aids, câncer ou certas medicações (como prednisona ou quimioterapia contra o câncer)
  • Mulheres que passarão pelo terceiro mês de gravidez durante a temporada de gripe (de abril a setembro)
  • Crianças e adolescentes que tomam aspirina continuamente (devido ao risco da síndrome de Reye)

A vacina contra a gripe também é recomendada para adultos de 50 a 65 anos, crianças de 6 a 23 meses e aqueles que convivem com pessoas que têm um risco maior, como os pais, funcionárias de creches, profissionais de saúde e funcionários de estabelecimentos de assistência.

Uma alternativa à injeção é a vacina de spray nasal chamada FluMist. Neste caso, são utilizadas formas vivas, porém enfraquecidas, do vírus influenza aplicadas por spray em cada narina. Essa vacina, porém, está aprovada apenas para pessoas saudáveis com idades entre 5 e 50 anos.

Uma alimentação adequada é fundamental para melhorar as defesas naturais das crianças, a começar pelo aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida. Hábitos de higiene e qualidade do ar interno nas residências também reduzem o número de crianças que contraem pneumonia.

Em crianças infectadas pelo HIV, o antibiótico cotrimoxazol é administrado diariamente para diminuir o risco de pneumonia.

Tratamento da Pneumonia

O principal tratamento da pneumonia são os antibióticos. Pessoas jovens e saudáveis podem ser medicadas em suas próprias casas e podem melhorar em poucos dias. Algumas pessoas dos grupos de risco podem precisar de internação hospitalar por dois dias ou até uma semana. Dentre elas, estão as pessoas acima dos 60 anos e portadores de doenças crônicas, como insuficiência cardíaca, câncer, doença renal crônica ou doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Além dos antibióticos, outros tratamentos para pneumonia são repouso, ingestão de líquidos e oxigênio suplementar para elevar os níveis de oxigênio no sangue.

Quando Procurar Atendimento Médico

Um simples resfriado ou bronquite causados por vírus apresentam muitos dos mesmos sintomas da pneumonia. A pneumonia é mais provável quando sua tosse vem acompanhada de expectoração de coloração verde ou marrom, quando você está tendo calafrios ou quando você apresenta dificuldades para respirar. A respiração curta pode ser um sinal de pneumonia ou de contração dos brônquios, que acabam dificultando a respiração. Nestes casos, você deve agendar uma consulta urgente com seu médico.

Além disso, caso você tenha sido diagnosticado com resfriado ou bronquite e os sintomas durarem mais de uma semana ou estiverem piorando, você deverá ir novamente ao médico para outra avaliação.

Pneumonia Tem Cura?

A maioria dos casos de pneumonia é tratada com sucesso, principalmente quando se toma os antibióticos o mais cedo possível. No entanto, a pneumonia pode ser fatal. Pessoas muito idosas ou debilitadas, especialmente os portadores de outras doenças, são as mais vulneráveis.

Geralmente, a pneumonia não deixa sequelas pulmonares. Raramente, a pneumonia causa empiema pleural, um acúmulo de pus na membrana que envolve os pulmões (pleura). O empiema pleural precisa ser drenado através de um tubo especial ou cirurgia. Na pneumonia por aspiração, o pulmão afetado pode desenvolver um abscesso pulmonar que precisa ser tratado com antibióticos por várias semanas.

Fontes: OMS e Harvard Health Decision Guides – Todos os direitos reservados

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