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Alimentação

Gestante Pode Comer Peixe?

Comer peixe durante a gravidez. Provavelmente, você já leu muitos artigos sobre o assunto e, muito provavelmente, ficou um pouco confusa. Peixe é bom para o coração! Mas espera aí, também contém mercúrio! Peixe é uma ótima fonte de ômega-3! Mas vá com calma — também pode ter substâncias tóxicas, como o PCB (bifenil policlorado)!

Então, como não ser fisgada?

salmão

O salmão é uma das melhores fontes de ômega-3 da natureza, essencial para o desenvolvimento cerebral do bebê. Foto: Rob Owen-Wahl / Free Images.


O peixe é uma excelente fonte de proteína magra — um ingrediente fundamental para o desenvolvimento do seu bebê, principalmente no terceiro trimestre de gravidez, quando o cérebro se desenvolve rapidamente. E tem mais: peixes, especialmente as espécies gordurosas, são uma excelente fonte de ácidos graxos ômega-3, um tipo de gordura que aumenta o poder cerebral do bebê. Na 28º semana de gravidez, esse tipo de gordura também é boa para o seu cérebro: o consumo adequado de ômega-3 pode melhorar sua memória e seu humor (a baixa ingestão de ômega-3 durante a gravidez está relacionada à depressão pós-parto). Além disso, o peixe sempre merece destaque nos artigos sobre saúde do coração — comer peixe duas vezes por semana diminui o risco de doenças cardíacas porque estabiliza a frequência cardíaca, evita a formação de trombos e diminui a pressão arterial.

Porém, existe um lado negro na história do peixe. É verdade que alguns peixes, principalmente espécies predadoras de água salgada, contêm elevados níveis de mercúrio, uma substância muito tóxica para o bebê. Outros peixes, principalmente aqueles que vivem em rios e lagos poluídos, são contaminados com PCBs, uma substância que você, com certeza, não gostaria que chegasse ao feto ou bebê. Para comer peixe sem preocupação, você terá que tirar essas espécies do seu prato enquanto estiver grávida e amamentando. E para ficar ainda mais despreocupada, você também terá que limitar o consumo de outras espécies de peixes. Quando for preparar um peixe saudável e seguro para o jantar, siga estas recomendações:

Evite: tubarão/cação, espadarte/marlim, cavala, atum fresco, robalo, pirá, dourado-do-mar, garoupa, olho-de-boi e peixes de águas contaminadas.

Coma, no máximo, 170 g por semana: atum em lata e peixes de água doce pescados na hora.

Coma, no máximo, 340 g por semana: crustáceos, atum em lata light, pequenos peixes de água salgada, peixes criados em cativeiro e peixes de água doce de estabelecimentos comerciais.

Coma sem preocupação: salmão selvagem, solha, linguado, haddock (arinca), halibute, peixe-vermelho, pollock-do-Alasca (escamudo), bacalhau do Porto e truta.

Já ouviu histórias divergentes sobre o salmão também? “Coma muito — faz bem à saúde!” ou “Tome cuidado para não comer muito — faz mal à saúde!”. O salmão é, sem dúvidas, uma das melhores fontes de ômega-3 da natureza, mas para ter certeza que você não está se contaminando com os altos índices de PCBs encontrados com frequência nos salmões criados em cativeiro, sempre escolha o salmão selvagem (que também contêm mais ômega-3) ou o salmão orgânico. Não acha nenhum dos dois para comprar? Siga estas dicas que valem para qualquer tipo de peixe: retire a pele, limpe bem o peixe e cozinhe o filé. A maior parte das substâncias químicas encontradas nos peixes se acumula na pele e logo abaixo dela e, quando o peixe é bem cozido, grande parte é retirada.

Fonte: What to Expect – Todos os direitos reservados

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