Saúde Mental

TAMANHO DA LETRA
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As Doenças Mentais na Sociedade

Avanços e desafios no tratamento de distúrbios mentais

Foto: Murdo Macleod / Guardian
Especialistas defendem as instituições psiquiátricas apenas nos casos em que o doente mental representa algum perigo.

Os distúrbios da saúde mental (psiquiátricos) envolvem as alterações do pensamento (raciocínio), das emoções e do comportamento. Esses distúrbios são causados por interações complexas entre influências físicas, psicológicas, sociais, culturais e hereditárias.

O desenvolvimento de medicamentos antipsicóticos eficazes tornou possível o surgimento de um movimento que defende a manutenção dos indivíduos com distúrbios mentais fora das instituições psiquiátricas. Com o movimento da desinstitucionalização, tem sido dada uma maior ênfase à visão do doente mental como um membro da família e da comunidade. As pesquisas têm demonstrado que determinadas interações entre as famílias e os pacientes podem melhorar ou piorar a doença mental. Por essa razão, foram desenvolvidas técnicas de terapia familiar que evitam a necessidade de internação de indivíduos com doença mental crônica. Atualmente, mais do que nunca a família de um doente mental é uma aliada no tratamento. O médico da família também desempenha um papel importante na reabilitação do paciente e na sua reintegração na comunidade. Além disso, aqueles que necessitam de internação apresentam menos riscos de serem isolados ou contidos do que no passado, e frequentemente eles são mais precocemente transferidos para os programas de internação parcial ou de hospital-dia (HD).

Esses esquemas são menos onerosos por envolverem um menor número de profissionais, a ênfase ser sobre a terapia de grupo e não sobre a terapia individual e os pacientes dormirem em casa ou em casas compartilhadas. No entanto, o movimento de desinstitucionalização também apresentou problemas. Como os indivíduos com doenças mentais que não representam perigo para si próprios ou para a sociedade não podem mais ser internados contra a vontade, muitos deles transformaram-se em sem tetos. Embora essas medidas legais protejam os direitos civis do indivíduo, elas tornam mais difícil prover o tratamento necessário a muitos pacientes, alguns dos quais podem ser extremamente irracionais. Essa falta de domicílio também tem um impacto social. Todo mundo depende de uma rede social para satisfazer as necessidades humanas de ser cuidado, aceito e apoiado emocionalmente, sobretudo nos períodos de estresse. As pesquisas revelam que forte suporte social pode melhorar significativamente a recuperação de doenças físicas e mentais. As mudanças na sociedade diminuíram o tradicional apoio proveniente de vizinhos e famílias. Como alternativa, surgiram em todo o país grupos de autoajuda e de ajuda mútua. Alguns grupos de autoajuda, como os Alcoólicos Anônimos e os Narcóticos Anônimos, centralizam-se nas adições a drogas. Outros atuam como defensores de certos grupos, como deficientes e idosos. Existem ainda outros grupos, como a National Alliance for the Mentally Ill (Aliança Nacional para os Doentes Mentais), que fornecem apoio aos membros das famílias de indivíduos com doença grave.

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