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Saúde Mental

Depressão e Doença: O que Vem Primeiro?

Quando bate a depressão, os médicos costumam investigar primeiramente como estão o cérebro e a mente da pessoa. Mas também é importante verificar como está o corpo, já que alguns problemas de saúde estão relacionados a distúrbios de humor. De fato, cerca de 10% a 15% dos casos de depressão são causados por doenças e efeitos colaterais de remédios.

Não é nada incomum que uma doença física cause depressão. Até metade dos sobreviventes de infarto e portadores de câncer relatam que se sentem desanimados, e muitos são diagnosticados com depressão. Muitas pessoas que têm diabetes, mal de Parkinson e outras doenças crônicas ficam deprimidas.

depressão

Cerca de 10% a 15% dos casos de depressão são causados por doenças e efeitos colaterais de remédios. Foto: Scott Liddell/Free Images.



Como uma via de mão dupla, a depressão também pode afetar o rumo de uma doença física. Na doença cardiovascular, por exemplo, a depressão está relacionada com uma recuperação mais demorada de um infarto do miocárdio e com o aumento do risco de futuros problemas cardíacos.

Outro exemplo do tipo “o ovo ou a galinha”: dois distúrbios comuns da tireoide são bem conhecidos por afetar o humor. Se a tireoide produz muito hormônio (hipertireoidismo), o resultado pode ser sintomas de ansiedade e mania. Se a glândula produz pouco hormônio (hipotireoidismo), podem aparecer fadiga e depressão. Geralmente, o tratamento destes distúrbios da tireoide costuma aliviar os problemas de humor.

E a lista não acaba aqui. Outros problemas de saúde associados com distúrbios de humor incluem certas doenças neurológicas (esclerose múltipla, mal de Parkinson, mal de Alzheimer), outros desequilíbrios hormonais e algumas deficiências nutricionais, como falta de vitamina B12.

Portanto, a mensagem que fica é que se você tem depressão, ou acha que tem, um exame físico completo e uma avaliação cuidadosa do seu histórico médico podem ajudar a descobrir a causa física do problema — e o tratamento mais adequado.

Fonte: HEALTHbeat

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