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Saúde Mental

Ansiedade

Todo mundo tem medo e ansiedade em algum momento. O medo é uma resposta emocional, fisiológica perante o reconhecimento de uma ameaça externa (por exemplo, um assalto ou um veículo descontrolado). A ansiedade é um estado emocional desagradável que tem uma causa não muito evidente e é frequentemente acompanhado por alterações fisiológicas e de comportamento semelhantes às causadas pelo medo. Por causa dessas semelhanças, às vezes usam-se os termos “ansiedade” e “medo” de forma indistinta.

A ansiedade é uma resposta ao estresse, como o fim de um relacionamento importante ou ter que passar por uma situação de desastre com perigo de vida. Uma teoria defende que a ansiedade também pode ser uma reação a impulsos reprimidos, agressivos ou sexuais, que ameaçam transbordar das defesas psicológicas que, normalmente, os mantêm sob controle. Portanto, a ansiedade indica a presença de um conflito psicológico.

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Os distúrbios de ansiedade são o distúrbio psiquiátrico mais frequente nas pessoas. Foto: Vinícius Sgarbe / Free Images


A ansiedade pode aparecer subitamente, como o pânico, ou gradualmente ao longo de minutos, de horas ou de dias. A duração da ansiedade pode ser muito variável, indo de poucos segundos a vários anos. A sua intensidade pode ir de uma angústia pouco perceptível a um pânico generalizado.

A ansiedade é como uma resposta inconsciente essencial para a sobrevivência num mundo perigoso. Um certo grau de ansiedade proporciona uma precaução adequada em situações potencialmente perigosas.
Em alguns casos, no entanto, o sistema de resposta à ansiedade funciona incorretamente e é ultrapassado pelos acontecimentos; neste caso pode se manifestar um distúrbio de ansiedade. As pessoas reagem de forma diferente aos acontecimentos. Por exemplo, algumas pessoas gostam de falar em público enquanto outras ficam apavoradas. A capacidade de tolerar a ansiedade varia de pessoa para pessoa e pode ser difícil determinar quando se trata de uma ansiedade anormal. No entanto, quando a ansiedade se apresenta em momentos inadequados ou é tão intensa e duradoura que interfere nas atividades normais da pessoa, então é considerada um distúrbio. A ansiedade pode ser tão angustiante e interferir tanto na vida de uma pessoa que pode levar à depressão. Algumas pessoas têm um distúrbio de ansiedade e, ao mesmo tempo, uma depressão. Outras desenvolvem, primeiro, uma depressão e, depois, um distúrbio de ansiedade.

Os distúrbios de ansiedade são o distúrbio psiquiátrico mais frequente. O diagnóstico de um distúrbio de ansiedade se baseia, fundamentalmente, nos sintomas. No entanto, os sintomas de certas doenças (por exemplo, hipertireoidismo) ou os causados pelo uso de medicamentos (corticosteroides) ou pelo abuso de drogas (cocaína) podem ser idênticos aos sintomas da ansiedade. O histórico familiar de ansiedade pode ajudar o médico a estabelecer o diagnóstico, uma vez que tanto a predisposição para uma ansiedade específica como a predisposição geral para a ansiedade têm, muitas vezes, caráter hereditário.

É importante fazer o diagnóstico correto, pois os tratamentos diferem de um tipo de ansiedade para outro. Dependendo do distúrbio, a terapia comportamental, o tratamento medicamentoso ou a psicoterapia, isoladamente ou combinados adequadamente, podem aliviar significativamente a angústia e a disfunção da maioria dos pacientes.

Fonte: Manual Merck – Todos os direitos reservados.

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