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Própolis Orgânica Brasileira Combate Radicais Livres e Bactérias

Pesquisadores brasileiros comprovaram que a própolis orgânica produzida em diversos apiários no sul do Brasil possuem atividades antioxidante e antimicrobiana, segundo estudo divulgado pela Agência de Notícias da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). A descoberta é essencial para que o produto brasileiro com fins terapêuticos possa ser exportado para diversos países.

O coordenador do estudo, Severino Matias de Alencar, engenheiro agrônomo, professor associado da Universidade de São Paulo (USP), explica a importância da comprovação:

Foi uma constatação importante porque havia dúvida em relação a essas própolis orgânicas, por causa dos teores muito baixos de flavonoides, que são as substâncias notoriamente responsáveis pelas propriedades antioxidantes e antimicrobianas das própolis, principalmente de clima temperado. Porém, verificamos que essas mesmas propriedades são exercidas, com igual eficácia, pelos ácidos fenólicos.”

O estudo comprovou que a própolis orgânica brasileira combate o radical superóxido, o radical peroxila e o ácido hipocloroso – radicais livres que causam o envelhecimento precoce das células do nosso corpo. Além disso, a própolis orgânica brasileira combate as bactérias Streptococcus mutans, Streptococcus sobrinus, Staphylococcus aureus, Streptococcus oralis e Pseudomonas aeruginosa. Essas bactérias são responsáveis por diversas doenças, como cárie dental, pneumonia e meningite.

própolis

As abelhas utilizam a própolis para vedar a colmeia contra a luz e intempéries climáticas e, ao mesmo tempo, protegê-la do ataque de bactérias e fungos. Foto: Ralph Haering / Free Images.


Própolis: Proteção Natural

A própolis consiste, basicamente, em uma resina vegetal, coletada pelas abelhas. As abelhas recolhem a resina e a carregam para a colmeia, onde ela desempenha várias funções úteis, como as de vedação, impermeabilização e assepsia ambiental, entre outras. Foram essas funções, essenciais para a preservação da colmeia, que fizeram com que o material fosse chamado de “própolis” (do grego, pro, “em benefício de”, e polis, “cidade”).

A atividade antimicrobiana da própolis já era conhecida pelos antigos sacerdotes egípcios, que a utilizavam no processo de embalsamamento, para proteger as múmias do ataque de fungos e bactérias. Há relatos de uso da própolis também na Idade Média, para prevenir infecções no cordão umbilical de recém-nascidos. E, até mesmo na Segunda Guerra Mundial, a própolis foi empregada como agente cicatrizante e antimicrobiano no tratamento de soldados em alguns hospitais da antiga União Soviética.

O próximo passo dos pesquisadores brasileiros será o estudo da possível atividade anti-inflamatória e antinociceptiva (analgésica) e da citotoxicidade e da ação antiproliferativa (anticancerígena) da própolis orgânica.

Estamos com os trabalhos bastante adiantados para, muito em breve, depositar patentes associadas à própolis orgânica, garantindo a propriedade intelectual ao país”, acrescentou Ana Paulo Tiveron, doutoranda da USP que também participou do estudo.

Fonte: Agência FAPESP

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