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Saúde Mental

7 Formas de Preservar a Memória

À medida que envelhecemos, todos percebemos alterações na nossa memória. Pode acontecer de chegarmos à cozinha e não lembrarmos o que fomos fazer lá ou, durante uma conversa com alguém conhecido, esquecermos o nome da pessoa. Isso pode acontecer em qualquer idade, mas as pessoas ficam mais preocupadas quando vão envelhecendo porque temem que seja um sinal de demência ou perda da função intelectual. De fato, a perda significativa de memória em pessoas idosas não faz parte do processo normal de envelhecimento, mas está ligada a distúrbios orgânicos como lesão cerebral ou doenças neurológicas como o mal de Alzheimer – a mais temida delas.

Graças a pesquisas desenvolvidas nas últimas décadas, existem várias formas de proteger e aguçar nossa mente. Aqui estão sete dicas que vão te ajudar.

memória

A leitura é um excelente exercício para o cérebro. Foto: Mrs. Marshah / Free Images.


1. Continue Aprendendo

Um nível de educação elevado está associado a um melhor desempenho mental na velhice. Os especialistas acreditam que a educação é capaz de reforçar a memória porque a pessoa permanece com o hábito de estar mentalmente ativa. Acredita-se que os exercícios mentais têm a capacidade de melhorar o processo de comunicação entre os neurônios. O simples desenvolvimento de hábitos ou de novas habilidades é capaz de proporcionar essa melhora ao cérebro. Leia; participe de grupos de leitura; jogue xadrez ou cartas; escreva a história da sua vida; faça palavras cruzadas ou monte quebra-cabeças; matricule-se em algum curso; dedique-se à musica ou às artes; desenhe um novo layout para seu jardim. No trabalho, sugira ou se ofereça para um projeto que envolva uma habilidade que você não use com frequência. Desenvolver e preservar as conexões cerebrais é um processo constante. Tenha como prioridade de vida o aprendizado.

2. Acredite em Você

Existem mitos sobre o envelhecimento que acabam contribuindo para uma memória falha. A influência negativa de estereótipos sobre pessoas idosas ou de meia idade faz com que tenham uma memória aquém do seu potencial. Quando essas pessoas recebem mensagens positivas de incentivo ocorre o contrário, e elas apresentam uma boa capacidade de memória. As pessoas que acreditam estar com a memória fraca têm mais chances de sofrer um declínio na função cognitiva. Se você acreditar que consegue evoluir e colocar isso em prática, você terá mais chances de manter sua mente aguçada.

3. Economize seu Cérebro

Se você não precisar gastar energia mental para lembrar onde deixou as chaves ou a que horas é a festa de aniversário da sua neta, você se concentrará melhor para aprender e lembrar coisas novas e importantes. Tire proveito de calendários e agendas, mapas, listas de compras e pastas de arquivos para guardar as informações do cotidiano. Determine um lugar em sua casa para cada coisa: óculos, bolsa, chaves e outros itens de uso frequente. Em casa ou no trabalho, arrume toda bagunça para que você consiga se concentrar melhor em novas informações que você queira lembrar.

4. Use Todos os Sentidos

Quanto mais sentidos você envolver no processo de aprendizado, maior será a capacidade do seu cérebro em preservar a memória. Em um estudo, foi mostrado uma série de imagens sem significado emocional, cada qual com um determinado cheiro, para um grupo de adultos. Não foi pedido que decorassem as imagens. Em seguida, outra rodada de imagens foi mostrada, dessa vez sem odores, e com a tarefa de indicar quais imagens já haviam sido mostradas na primeira vez. Eles lembraram muito bem das imagens que tinham odor, principalmente daquelas que tinham cheiro agradável.

Uma tomografia cerebral revelou que o córtex piriforme, a principal área do cérebro para processamento do olfato, ficava ativada quando as pessoas olhavam para as imagens que foram mostradas com odores na primeira vez. Por isso, explore todos os seus sentidos quando estiver experimentando algo novo. Por exemplo, quando for a um restaurante, tente adivinhar os ingredientes de um prato desconhecido pelo olfato e pelo paladar. Experimente fazer artesanato em cerâmica, e sinta a consistência e o cheiro das argilas que você for usar.

5. Repita o Que Você Quer Saber

Quando você quiser se lembrar de algo que acabou de ouvir, ler ou pensar, repita isso em voz alta ou escreva no papel. Dessa forma, você reforça a sua memória. Por exemplo, você acabou de ser apresentado a alguém; faça isso quando for falar com ele ou ela: “Então, João, onde você conheceu a Camila?” Se você colocar algum dos seus pertences fora do lugar, diga em voz alta para si mesmo o que você fez. E não tenha vergonha de pedir para alguém repetir uma informação.

6. Dê um Tempo

A repetição é uma ferramenta de aprendizado mais eficiente quando feita no tempo certo. Não é bom ficar repetindo algo muitas vezes em um período curto de tempo, como se estivesse estudando desesperadamente para uma prova. Em vez disso, estude novamente os princípios após períodos de tempo cada vez maiores — uma vez por hora, depois a cada três ou quatro horas, e, por fim, uma vez ao dia. Espaçar os períodos de estudo é particularmente importante quando você está tentando aprender informações complicadas, como os detalhes de uma nova função no trabalho. As pesquisas mostram que a repetição espaçada melhora a memória não apenas em pessoas saudáveis mas também naquelas que têm determinados problemas cognitivos, como a esclerose múltipla.

7. Tente Mnemônica

Essa é uma forma criativa de memorizar informações. As técnicas de mnemônica podem ter a forma de acrônimos (como BRICS para lembrar dos países emergentes Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) ou frases (como “Meu Velho Tio Me Jurou Ser Um Netuniano” para lembrar os planetas do sistema solar – Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno).

Fonte: HEALTHbeat – Todos os direitos reservados

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