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Prevenção

Teste de PSA

O teste de antígeno prostático específico, ou simplesmente teste de PSA, é um teste que mede a quantidade da substância homônima no sangue do homem. Essa substância é produzida pela próstata, uma glândula localizada próxima à bexiga do homem. Normalmente, os níveis de PSA aumentam à medida que o homem envelhece, mas um nível de PSA acima do normal pode ser indício do desenvolvimento de câncer na próstata. Entretanto, outras enfermidades não-cancerosas também podem elevar os níveis de PSA, tais como prostatite (inflamação da próstata) e hiperplasia prostática benigna – um aumento da próstata que afeta muitos homens de idade.

psa

O teste de PSA faz parte do rastreamento do câncer de próstata em homens acima dos 50 anos de idade. Foto: Divulgação.


Para Que Serve o Teste de PSA?

O teste de PSA é usado principalmente para o diagnóstico do câncer de próstata. Em homens que já tenham sido diagnosticados com câncer de próstata, o PSA é medido novamente para saber se o câncer reapareceu após a cirurgia ou para verificar se ele está crescendo ou diminuindo após o tratamento hormonal ou de radioterapia.

Existem controvérsias sobre a necessidade de fazer exames de rastreamento para o câncer de próstata. O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais frequente em homens brasileiros (o primeiro é o câncer de pele) e o segundo câncer que mais leva a óbitos entre os homens (o primeiro é o câncer de pulmão). O teste de PSA pode ser usado para detectar o estágio inicial do câncer de próstata, isto é, antes que a doença cause qualquer sintoma. Muitos especialistas acreditam que o teste de PSA é a melhor forma de evitar as mortes pelo câncer de próstata, já que quanto mais cedo a doença for diagnosticada e tratada, maiores são as chances de cura.

Porém, outros especialistas temem que se o PSA for usado indiscriminadamente, alguns homens serão diagnosticados e tratados de um câncer que tenha pequeno potencial para causar danos. De fato, muitos homens idosos desenvolvem um tipo de tumor na próstata que não se dissemina e nunca causa qualquer problema. A maioria desses tumores inofensivos nunca são detectados se não for feito o rastreamento. Sabendo-se que o tratamento contra o câncer de próstata pode causar sérios efeitos colaterais, fazer o rastreamento para câncer de próstata em todos os homens poderia ser mais prejudicial que benéfico. Infelizmente, não existe uma forma confiável de determinar com antecedência quais casos precisam de tratamento e quais não têm potencial para causar danos.

Estão sendo feitos estudos que ajudarão a resolver essa controvérsia. Enquanto isso, a maioria dos congressos médicos especializados no assunto não recomendam o teste de PSA como rastreamento para todos os homens idosos. Pelo contrário, eles encorajam os homens que têm mais riscos de ter a doença a conversar com seus médicos sobre os riscos e os benefícios, e assim, tomar uma decisão correta.

Um homem que decide fazer o rastreamento para câncer de próstata pensa assim:

O teste de PSA é a melhor forma de me proteger contra o câncer de próstata. Se ele conseguir salvar uma vida, já terá compensado a incerteza e todos os possíveis efeitos colaterais do tratamento. Eu quero fazer parte dessa descoberta.”

Por outro lado, um homem que decide não fazer o rastreamento para câncer de próstata pensa assim:

Ninguém tem certeza ainda se o rastreamento é realmente benéfico, e ele pode causar um tratamento desnecessário. Eu acho que vou esperar até que a ciência saiba mais detalhes.”

Para os homens que queiram fazer o rastreamento para o câncer de próstata: geralmente o teste de PSA é feito em conjunto com o exame de toque retal. A maioria dos especialistas recomendam que o rastreamento seja feito a partir dos 50 anos de idade, e repetido a cada um ou dois anos. Os homens com maiores riscos de câncer de próstata podem iniciar os rastreamentos aos 45 anos. Isso inclui os homens afrodescendentes, que têm 70% mais risco de câncer de próstata que o restante da população, e homens cujos pais ou irmãos já tiveram câncer de próstata.

O teste de PSA não tem a mesma importância em homens com mais de 75 anos e em homens que tenham sérios problemas médicos ou outros motivos para uma expectativa de vida limitada, já que o câncer de próstata, após se tornar detectável aos exames, pode demorar uma década ou mais para apresentar os primeiros sintomas.

Como Devo me Preparar Para o Teste de PSA?

Após uma ejaculação, os níveis de PSA no sangue podem aumentar, por isso, você deverá evitar a atividade sexual por pelo menos 48 horas antes da coleta de sangue para o teste de PSA. Se recentemente você fez uma cistoscopia ou punção aspirativa com agulha fina (PAAF) da próstata, avise o seu médico para que o teste de PSA seja adiado para outra data. Esses exames aumentam os níveis de PSA durante algumas semanas, o que pode interferir na interpretação do resultado do seu teste de PSA. Se você passou por tratamento contra alguma infecção urinária, você também deverá esperar várias semanas para fazer o teste de PSA.

Existe Algum Risco em Fazer o Teste de PSA?

Fazer coleta de sangue é um procedimento bem simples, que apresenta poucos riscos. No entanto, quando usado como forma de rastreamento, o teste de PSA tem alguns riscos, incluindo:

  • O risco de que o seu teste de PSA seja anormal e você tenha que fazer exames complementares como a biópsia da próstata. É bom ressaltar que 75% dos homens com níveis elevados de PSA no sangue não têm câncer de próstata. Além disso, muitos homens quando sabem que o resultado do teste de PSA está anormal ficam ansiosos até que o resultado final esteja pronto.
  • O risco de que o teste induza a um tratamento para câncer de próstata que, sendo ou não necessário, possa causar sérios efeitos colaterais.
  • O risco de que a sua dosagem de PSA esteja normal, mesmo que você tenha câncer de próstata. Antes de fazer a coleta de sangue, converse com o seu médico sobre esses riscos e sobre os benefícios do teste de PSA.

Entre em contato com o seu médico se o sangue não parar de sair no local da puntura ou se o local ficar vermelho, inchado ou dolorido.

Fontes: Secretaria da Saúde (DF) e Harvard Health Decision Guides – Todos os direitos reservados

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