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Operação Fatura Exposta prende acusados de desvios de verbas do SUS

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A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (11) a Operação Fatura Exposta, que apura desvios de verbas do SUS durante a gestão do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. Foram cumpridos 3 mandados de prisão preventiva, 20 mandados de busca e apreensão e 3 mandados de condução coercitiva.

Entre os presos estão o ex-secretário estadual de saúde, Sérgio Côrtes, e os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita Cavalcanti Pessoa, sócios da Oscar Iskin, empresa do ramo de equipamentos médico-hospitalares. De acordo com o Ministério Público Federal, o grupo comandava fraudes em licitações e importações de material hospitalar destinados à Secretaria Estadual de Saúde e ao Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into).

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Policial Federal efetua a prisão do ex-secretário estadual de Saúde do Rio e ex-diretor do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), Sérgio Côrtes. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil via Fotos Públicas

Os desvios representam uma propina de 10% que era cobrada dos fornecedores de materiais médico-hospitalares para vencer as licitações do governo do Rio de Janeiro na área de saúde pública. Segundo delação premiada de um ex-integrante da organização criminosa, metade da propina era reservada a Sérgio Cabral, e o restante era dividido entre Sérgio Côrtes, conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) e servidores públicos.

O MPF apura que mais de R$ 100 milhões tenham sido desviados do SUS pelo grupo.

Operação Fatura Exposta

A Operação Fatura Exposta é a fase mais recente da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro, precedida pelas Operações Calicute e Eficiência, que prenderam Eike Batista, Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo. Os procuradores da República acusam Sérgio Cabral de ter cobrado propinas em todas as áreas da Administração Pública enquanto era governador. A Operação Fatura Exposta foi deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com o MPF e Receita Federal.

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