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Cientistas descobrem novo remédio potencial contra chikungunya

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram um novo medicamento com potencial de combater o vírus da chikungunya, doença transmitida por mosquitos que deixa sequelas de longo prazo, principalmente nas articulações do corpo. Trata-se do sofosbuvir, medicamento que já é indicado para o tratamento da hepatite C crônica. A pesquisa foi publicada na plataforma científica F1000Research.

No estudo, os cientistas brasileiros utilizaram células humanas infectadas pelo vírus da chikungunya que foram, em seguida, tratadas com sofosbuvir. Segundo os autores, o fármaco eliminou o vírus sem danificar as células. A descoberta dessa nova indicação do sofosbuvir vai reduzir consideravelmente os custos para registro, bem como poderá combater futuras epidemias de chikungunya.

“O processo para obtenção de um fármaco é extremamente demorado e caro. O tempo entre o início da pesquisa e a disponibilização do produto no mercado é, em média, de 12 anos. O custo é da ordem de US$ 1,5 bilhão ou mais. O sofosbuvir é uma droga que passou por todo o processo de aprovação para uso humano. Isso possibilita que ela possa vir a ser utilizada contra a chikungunya em um a três anos. O custo, estimado em cerca de US$ 500 mil, seria muito menor”, afirmou Lúcio Freitas-Junior, um dos autores do estudo.

remédio potencial contra chikungunya sofosbuvir

Painel com imagens representativas. A primeira linha de imagens mostra núcleos das células humanas. A segunda linha de imagens mostra a presença do vírus chikungunya por meio de imunofluorescência. E a terceira linha de imagens é uma fusão entre as duas primeiras linhas. A primeira coluna mostra células não infectadas e, na sequência, células infectadas tratadas com o agente anti-inflamatório dimetilsulfóxido a 0.5%, 50 µM de 6-azauridina, 12.5 µM de sofosbuvir e 20 µM sofosbuvir. Ilustração: F1000 Research

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